domingo, 14 de março de 2010

Caminhada pela simplicidade voluntária 2010



Começa já para a semana, junta-te a nós nesta caminhada!!

http://caminhada2010.wordpress.com/

A ideia é criar um “espaço” de questionamento da vida moderna e do que realmente nos faz falta, procurando em conjunto novas soluções, e proporcionar a experiência de viver em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, num ambiente de convivialidade.

Caminhar para deixar de correr!

Realizar-se á entre Viseu e POMBAL, com inicio a 21 de Março e termino a 11 de Abril.


Todos podem participar, é ABERTA e gratuita, passando por transportes públicos todos os dias, para que cada um caminhe o tempo que melhor se adapta a si.

Caminharemos com tudo o necessário á nossa sobrevivência, visitando quintas e projectos que partilham um espaço e um espirito connosco, por uma noite.

Por uma vida simples e solidária!

Construamos um novo presente.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

20 Teses contra o "capitalismo verde"!

O texto de abaixo é uma tradução livre de Fernanda Silva das “20 Theses against green capitalism”, de Tadzio Mueller e Alexis Passadakis, encontrado no Nowtopia de Chris Carlsson. Alexis é membro da ATTAC Alemanha e Tadzio faz parte do coletivo editorial Turbulence. Reproduzido de Apocalipse Motorizado.

1. A atual crise econômica mundial marca o fim da fase neoliberal do capitalismo. “Negócios como sempre” (financeirização, desregulação de mercados, privatização…) não são mais uma opção: novos espaços de acumulação e tipos diferentes de regulação política deverão ser criados pelos governos e corporações para manter o capitalismo de pé.

2. Além das crises econômica, política e climática, existe uma nova crise atormentando o mundo: a “biocrise”, que é o resultado da mistura suicida entre o ecossistema que garante a vida humana e a necessidade constante de expansão do capital.

3. A “biocrise” representa um perigo imenso à nossa sobrevivência coletiva. Mas, como todas as crises, também apresenta aos movimentos sociais uma oportunidade histórica: a de expor a jugular do capitalismo, ou seja, a sua incessante e destrutiva necessidade de se expandir.

4. Uma das propostas que emergiram das elites globais, a única que se relaciona com todas estas crises, é a do “New Deal” verde. Esta já não é mais a fase do capitalismo verde 1.0, da agricultura orgânica e do “faça você mesmo”, mas sim uma proposta de que esta fase “verde” do capitalismo deve continuar gerando lucros através da modernização de certas áreas de produção (carros, energia, etc).

5. O capitalismo verde 2.0 não é capaz de resolver a “biocrise” (mudanças climáticas e outros problemas ecológicos como a redução da biodiversidade), mas consegue tirar algum lucro dela. Esta postura não altera em nada a rota de colisão entre as economias de mercado e a biosfera.

6. Não estamos mais em 1930. Naquela época, através da pressão de movimentos sociais, o velho “New Deal” redistribuiu o poder e a riqueza. O “Green Deal” discutido por Obama, pelos partidos verdes ao redor do mundo e pelas corporações multinacionais está mais relacionado ao “bem-estar” das corporações do que das pessoas.

7. O “Capitalismo Verde” não vai colocar em discussão o poder daqueles que mais emitem gases de mudanças climáticas (empresas de energia, companhias aéreas, montadoras de automóveis, agricultura industrial), mas simplesmente vai despejar mais dinheiro nestas empresas, para ajudá-las a manter seus lucros mediante pequenas mudanças ecológicas, que serão muito pequenas e tomadas muito tarde.

8. Em escala planetária, os trabalhadores perderão seu poder de exigir salários decentes. Em um mundo configurado pelo “capitalismo verde”, os salários deverão estagnar ou decair para cobrir os custos da “modernização ecológica”.

9. O Estado do “capitalismo verde” será autoritário. Justificado pela ameaça de crise ecológica, o Estado irá “gerenciar” as agitações sociais que necessariamente irão emergir do aumento do custo de vida (comida, energia, etc) e do decréscimo dos salários.



10. No “capitalismo verde”, os pobres serão excluídos do consumo, empurrados para as margens, enquanto os mais ricos terão que “ajustar” seu comportamento destrutitvo indo às compras e salvando o planeta ao mesmo tempo.

11. Um estado autoritário, o aumento das desiguldades, o bem-estar das corporações: do ponto de vista da emancipação social e ecológica, o “capitalismo verde” será um desastre do qual não conseguiremos nos recuperar jamais. Hoje nós ainda temos a chance de superar paradigma suicida do crescimento constante. Amanhã, quando nos acostumarmos ao capitalismo verde, isso não será possível.

12. No “capitalismo verde” existe um perigo estabelecido: os grandes grupos ambientais passarão a desempenhar o mesmo papel que os sindicados desempenharam na era Fordista: agir como válvulas de escape para assegurar que as demandas de mudança social e que nossa raiva ficarão contidas dentro dos limites estabelecidos pelo capital e pelos governos.

13. Albert Einstein definiu “insanidade” como “fazer a mesma coisa repetidas vezes e esperar resultados diferentes”. Na década passada, apesar de Kyoto, não apenas cresceu a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, como também foi aumentada a taxa de crescimento destas emissões. Queremos apenas mais do mesmo? Não seria isso uma insanidade?

14. Os acordos climáticos internacionais promovem as falsas soluções, que geralmente visam garantir apenas a segurança energética e não atacar as mudanças climáticas. Longe de resolver crises, o comércio de carbono e as medidas a ele associadas servem apenas como escudo político para que as emissões de gases de efeito estufa continuem a ser feitas impunemente.

15. Para muitas comunidades do Sul do planeta, estas falsas soluções (biocombustíveis, “desertos verdes” e comércio de carbono) muitas vezes configuram uma ameaça maior do que as próprias mudanças climáticas.

16. Soluções reais para a crise climática não vêm de governos e corporações. Elas vêm de baixo, da sociedade global e dos movimentos que lutam por justiça climática.

17. Estas soluções incluem: não aos acordos de livre comércio, não às privatizações, não à flexibilização dos mecanismos de controle. Sim à soberania alimentar, sim ao decrescimento, sim à democracia radical e sim a deixar os recursos naturais onde eles se encontram.

18. Configurados como um movimento emergente por justiça global, devemos lutar contra dois inimigos: as mudanças climáticas e o capitalismo “fossílico” responsável por elas e, por outro lado, também será preciso lutar contra o emergente “capitalismo verde”, que não vai interromper o processo destrutivo, mas sim limitar a nossa capacidade de atuar para a impedir a destruição.

19. É claro que mudanças climáticas e acordos de livre comércio não são a mesma coisa. Mas o protocolo de Copenhagen será uma instância regulatória, da mesma forma que a OMC foi central para o capitalismo neoliberal. Então, como relacionar as duas coisas? O grupo dinamarquês KlimaX argumenta: um bom acordo é melhor do que nenhum acordo - mas nenhum acordo é melhor do que um mal acordo.

20. A chance dos governos sairem de Copenhagem com um “bom acordo” é praticamente zero. Nosso objetivo deve ser exigir soluções reais. Se isso não for possível, devemos esquecer Kyoto e impedir Copenhagem (não importa qual seja a tática).

http://www.galizalivre.org/index.php?option=com_content&task=view&id=1759&Itemid=1

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Made in...

Esta veio-me por mail, achei interessante e sintomática desta vida moderna!



(…)O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
 Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
 
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
 
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
 
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
 
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o ZÉ decidiu relaxar por uns instantes.
 
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Caminhada pela simplicidade voluntária 2010





Por uma vida simples e solidária!



A ideia é criar um “espaço” de questionamento da vida moderna e do que realmente nos faz falta, e proporcionar a experiência de viver em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, num ambiente de convivialidade.


Caminhar para deixar de correr!


Realizar-se á entre Viseu e Pombal, com inicio a 24 de Março e termino a 9 de Abril (datas por confirmar).
Todos podem participar, é ABERTA e gratuita, passando por transportes públicos todos os dias, para que cada um caminhe o tempo que melhor se adapta a si.
Caminharemos com tudo o necessário á nossa sobrevivência, visitando quintas e projectos que partilham um espaço e um espirito connosco, por uma noite.
Por uma vida simples e solidária!
Construamos um novo presente.


http://caminhada2010.wordpress.com/

domingo, 27 de dezembro de 2009

Cidades de transição/ Transition towns

O que são cidades de transição?

Imagine cidades inteiras sustentáveis, baseadas no comércio local, independentes do petróleo e de importações de alimentos. Pois elas já existem graças à visão e ação de Rob Hopkins, criador do movimento Transition Towns (Cidades em Transição). Assustado com a dependência exterior do Reino Unido em combustível e alimentação e sabendo que esse cenário de mudança climática e escassez de petróleo só irá piorar nos próximos anos, Rob decidiu que apenas suas ações individuais como permaculturista não iriam bastar.



Com a sua vasta experiência em ecovilas e como professor de universidade, construiu um plano de mudança com o objetivo de alcançar a resiliência que, neste caso, significava a capacidade de sobreviver a choques externos como a escassez do petróleo, crises na produção de alimentos, falta de água e energia. Incluiu, nesse plano, todos os setores da sociedade – governo, setor privado e cidadãos – e todos os aspectos da vida cotidiana – saúde, educação, transporte, economia, agricultura e energia.

Sua primeira vitória foi em 2005, em Kinsale, na Irlanda, onde ensinava na universidade local, com a histórica decisão que levou o município todo a adotar o movimento como seu plano de gestão. Hopkins mudou-se então para Totnes, na Inglaterra, e transformou-a em vitrine do movimento. Devagar, a cidade de 8 mil mil habitantes pretende chegar em 2030 totalmente transformada e independente. Hoje já são mais de 110 cidades, bairros e até ilhas em 14 países do mundo convertidas na Transição.

O conceito é simples – apesar de trabalhoso – e flexível. Segundo Hopkins, cada comunidade adapta os doze passos iniciais do movimento à sua realidade e capacidade. Esses itens são apenas guias de como começar a quebrar a nossa dependência do petróleo, revendo os modelos de economia, comida, habitação e energia. Assim, essas cidades funcionam tanto no Japão quanto nos Estados Unidos ou no Chile. A idéia é parar de depender – ou depender minimamente – da tecnologia e voltar ao tempo onde não precisávamos de geladeiras, carros, tratores e aviões. Técnicas e conhecimentos dos nossos avós e ancestrais são valorizados e resgatados.



Uma das frentes do movimento reeduca a população e estudantes em aptidões como costura, gastronomia, agricultura familiar, pequenos concertos e artes manuais como marcenaria. Iniciativas incluem a criação de jardins comunitários para plantio de comida, troca de resíduo entre indústrias ou simplesmente o reparo de itens velhos, ao invés de jogá-los no lixo. O investimento em transporte público e a troca do carro pela bicicleta é inevitável para a redução das emissões de carbono. Em Totnes até uma nova moeda – a libra de Totnes – foi criada para incentivar e facilitar transações com produtores locais.

Diferente dos fatalistas que prevêem o fim do mundo em 2012 ou quadros horríveis de fome, seca e morte, os adeptos do Transition Towns têm uma visão realista, mas positiva, do futuro. Acreditam na ação transformadora de comunidades e no trabalho pesado para mudar as estatísticas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A era do egoísmo terminou...

Uma nova história nasce todos os dias a todos os minutos,
Agora no momento em que existimos e sabemos quem Somos.
Neste momento em que as mudanças são demasiado evidentes para ignorarmos sabemos, felizmente, que o Código é o Amor.
Energéticamente, somos Um, em Luz e AMOR pertencemos ao Todo Divino e Próspero... A falência dos velhos costumes Acontece... Mas nós, não estamos falidos, nós encontrámos a abundância e o fio que nos conduz a um novo Mundo, onde já não estamos sós e essa Verdade eleva-nos a algo Maior, Eterno e Infinito.
O Mundo antigo desaba e ainda existe o medo de desabar com ele... famílias inteiras padecem de carência física, falta de dinheiro, economicamente, muitos fracassam e sentem que o Sonho acabou.
Mas não... o sonho torna-se REAL. Sabíamos que não é mais possível viver com os antigos hábitos, com os excessos consumistas e o isolamento a que a sociedade moderna nos acostumou. Julgamo-nos impotentes perante a crise que não acaba e o desaparecimento súbito de antigas muletas a que nos acostumá-mos por ignorância e facilitismo. Sabíamos que estava errado, que o Planeta não poderia suster esses parâmetros de vida por muito mais tempo, mas continuamos as nossas vidinhas fáceis de consumo e egoísmo cego...
Agora chegou o momento de acordar e por em prática o que sabemos, bem cá dentro que está correcto, abrir o coração e deixar o medo de lado. Unir para expandir.
Surge, finalmente, o momento em que teremos de abandonar o ego e juntar os corações em prol de um bem Maior. É necessário unir para construir uma vida socialmente, culturalmente, espiritualmente, saudável e sustentável. Só possível em comunidade.
Vocês são necessários, fundamentais... os campos estão abandonados, as crianças anseiam por novos padrões e hábitos evolutivos, as antigas doutrinas afundam. Já não estamos felizes nos empregos, as crianças abominam as escolas, os professores já não sabem como ouvir e partilhar...os amigos perdem-se no tempo e no vazio, nasce os desejos de coisas, que apenas servem para preencher momentos de vazio em vazio.
O que nos preenche? O que nos anima? O que nos dá energia e alimenta?

O AMOR, a Partilha, a natureza, a Comunidade, a criatividade e o Objectivo Global de elevar uma civilização e um maravilhoso planeta... integrando-nos, unindo-nos, respeitando as diferenças, abraçando novos desafios... sorrindo e acreditando.
O Mundo não está a acabar.. O Novo Mundo esta a nascer e Nós somos os seus criadores.
Não é difícil, não é impossível, apenas temos de nos unir... o Universo sustentará quem se integrar e abrir para a partilha, sem bloqueio.
A Nova comunidade surge, procura e segue os sinais, atrairás as pessoas que quererão em conjunto concretizar o mesmo sonho. Segue a tua intuição e mãos à obra.
Construir abrigos, plantar e semear, implementar energias renováveis, criar novas escolas, centros culturais e de festa, fomentar a amizade e a auto-evolução, ter a coragem de aceitar a diferença e lutar pela sua concretização. Vamos conseguir... tenho a certeza...
AMOR e LUZ

Alexandra Capelo

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Questoes importantes sobre o sistema educativo


Aqui esta mais uma questao que necessita novas perspectivas e novas formas de pensar, a educacao!
Neste video, Ken Robinson reflecte sobre algumas dessas coisas.
Prestem atencao!!

http://www.ted.com/talks/lang/por_pt/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

The Story of Cap and Trade

Mais uma producao da Story of stuff, onde os negocios de "carbono" estao bem explicadinhos!



The Story of Cap and Trade

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Desenvolvimento e Africa



Entrevista a Serge Latouche – Decrescimento e África, Fevereiro 2008, Fernanda Silva e Mario Carini

No que respeita o decrescimento, o problema em África é paradoxal. Porque de um certo ponto de vista, a ideia, o "modelo" de decrescimento, nasceu em África, nos anos 70, 80, porque a África conheceu o desenvolvimento e o desenvolvimento destruiu a África.

O desenvolvimento económico destruiu as estruturas tradicionais, os saberes-fazer, os valores, etc. E os africanos viram-se obrigados a sobreviver ao desenvolvimento: inventaram uma forma de se auto-organizar na precariedade, mas que funcionou bastante bem e que eu analisei, nos meus livros, principalmente na "L'Altra África, tra dono e mercato": a arte de se auto-organizar e substituir os bens pelas relações sociais, pelas estruturas grupais, etc.

Ora, a chamada globalização é uma ameaça terrível para esta Outra África e falar de decrescimento em África é muito perigoso, muito difícil. Porque os africanos querem ir para a Europa, porque o imaginário colonizado dos media, a ofensiva dos media é aterrorizadora.

Há vinte anos, não havia televisão nas aldeias, na cidade sim, mas nas aldeias não. Agora todos têm um telemóvel, mesmo que não funcione bem, e querem ser totalmente ocidentalizados e muitos já o são.

Portanto, a batalha, a resistência para sobreviver, a auto-organização, que mesmo na precariedade é capaz de dar prazer de viver, é ameaçada pela globalização, pela colonização do imaginário e também pelo facto de o imperialismo e a procura de matérias-primas, criarem guerras civis e toda uma instabilidade politica que provoca dificuldades.

Assim, estamos numa situação paradoxal, em que temos muito que aprender, sobre a capacidade dos africanos de se auto-organizar através dos bens relacionais, e ao mesmo tempo, é difícil convencer os africanos de que têm valores, de que têm formas de preservar, que são já um modelo de pós-modernidade, e que quando nós estaremos na grande crise, na crise ecológica, social e económica, serão mais capazes do que nós de encontrar soluções.



A proposito do ddevenvolvimento em Africa pode-se ver tambem a entrevista a Jean Leonard Touadi, dobrada em portugues por Fernanda Silva (Obrigada Fernanda!)
Entrevista a Touadi

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dia SEM Compras - 28 Nov / Lisboa

Sábado 28 de Novembro celebra-se o Dia Sem Compras



Durante este dia como um manifesto contra o consumismo desmedido e insustentável tão presente na maioria das sociedades, pessoas de todo o Mundo decidem não comprar nada! É incentivada a reflexão sobre o modo de consumo na actuais sociedades capitalistas. Promove-se uma postura de consumo responsável, alertando-se a sociedade para a escassez dos recursos naturais e para a necessidade de todos nós, enquanto consumidores, termos consciência da pegada ecológica originada pela produção e transporte dos produtos que temos à nossa disposição nas superfícies comerciais.

Em Lisboa o Dia Sem Compras é celebrado com uma Marcha a sair da Praça da Figueira às 14h até ao Largo Camões. Vamos passar pela Rua Augusta onde vai ser montado um teatro de rua, pela Rua do Carmo e Rua Almeida Garret até ao Largo do Camões onde representaremos de novo uma peça de Teatro do Oprimido. Na marcha praticipam também dois grupos de percussão: os Ritmos de Resistência (percusssão samba) e a Nação do Bairro (percussão maracatú).

Horário da acção:
Concentração / Início da Marcha – Praça da Figueira (Baixa) - 14h
Teatro de Rua – Rua Augusta (cruzamento com Rua da Vitória) – 15h30 até às 16h
Final da Marcha com Teatro de Rua – Largo do Camões (Chiado) – 16h30 até ao pôr-do-sol

Para mais informação consulta http://gaia.org.pt ou http://www.dia-sem-compras.pt.vu

Por favor divulga aos teus contactos! Contamos contigo!

Vem marchar e espalhar a mensagem pela defesa do planeta.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Semana Portugal Bio 2009: Por um Mundo Rural Vivo


A INTERBIO promove a 4ª Edição da SEMANA PORTUGAL BIO - Semana Nacional da Agricultura Biológica: Por um Mundo Rural Vivo, entre 21 e 29 de Novembro de 2009.

No seguimento do sucesso das anteriores edições da SEMANA PORTUGAL BIO, a INTERBIO tem a certeza que também esta edição irá contribuir de forma muito positiva para a promoção da agricultura biológica e dos seus produtos junto dos consumidores portugueses, graças ao empenho de centenas de pessoas que desenvolverão acções um pouco por todo o País em coordenação com a INTERBIO.

O tópico deste ano da SEMANA PORTUGAL BIO será "Por um mundo rural vivo", pois num momento de declínio acelerado da nossa agricultura e consequentemente do nosso mundo rural, a adopção da agricultura biológica como o modo de produção agrícola por excelência para Portugal apresenta-se como a solução para revitalizar o sector, garantindo o seu futuro e sustentabilidade.

A par das centenas de acções que se desenrolarão em todo o País por iniciativa de agricultores, associações, escolas, autarquias e municípios, contaremos ainda com a habitual conferência de abertura da Semana Portugal Bio, com a apresentação de um manifesto “Por um Mundo Rural Vivo”, com o lançamento do concurso "A minha Escola é BIO" e com iniciativas de estabelecimento de parcerias com escolas e municípios para a distribuição de fruta biológica nas escolas.

Para qualquer questão relacionada com a SEMANA PORTUGAL BIO 2009, por favor contacte a INTERBIO através do email semanabio.bio@gmail.com

http://interbio-bio.blogspot.com/
http://interbio.designetico.org/

domingo, 15 de novembro de 2009

Dar o salto para a simplicidade voluntária - mesa redonda na ECOPORTO

Domingo dia 22 de Novembro as 15h, integrada na semana Portugal Bio 2009, irei orientar uma mesa redonda na ECOPORTO.

Dar o salto para a simplicidade voluntária
A sociedade actual fez de nós consumidores. O motor principal das nossas vidas tornou-se alimentar um sistema que claramente falharia sem nós baseado em ideais economicistas que visam o lucro, desconectados de valores humanos e das necessidades do mundo natural.
Sair do nosso papel de consumidores é vital para o avanço da humanidade.
Como reencontrar o nosso papel neste planeta, dando um passo consciente para a simplicidade e harmonia é o que pretendemos discutir à volta de um chá.


Semana Portugal Bio 2009

Olá amigos A Ecoporto tem o prazer de vos convidar para a semana de 21 a 29 de Novembro dedicada à divulgação da Agricultura Biológica e Sustentabilidade que estamos a organizar em parceria com a InterBio. Vai haver workshops, concertos, almoços e jantares com produtos da horta, mercado biológicos e palestras em torno a temas de ecologia.

Programa disponivel em:
http://ecoporto.ning.com/profiles/blogs/semana-portugal-bio-2009-na

A ECOPORTO é um Centro de pesquisa e práticas ambientais, sociais e espirituais
Localiza-se na Rua Bela da Fontinha, nº 10, 4000-107 Porto
(metro mais próximo: Faria Guimarães ou Marquês)
mapa de localização disponivel em
http://ecoporto.ning.com/page/contactos-1

sábado, 14 de novembro de 2009

SEMANA PARA O CONSUMO RESPONSÁVEL 23 a 28 Nov/ Lisboa

SUSTENTABILIDADE E CONSUMO RESPONSÁVEL
23 A 28 NOVEMBRO 2009/ LISBOA



A Cores do Globo (Associação de Promoção de Comércio Justo), a QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza) o ISU (Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária) e o LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), apresentam na última semana (23 a 28) de Novembro, em Lisboa, a Semana do Consumo Responsável - no âmbito de um projecto co-financiado pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, "Territórios Sustentáveis".

"Territórios Sustentáveis: Consumo responsável nas organizações privadas, públicas e 3º sector" visa trabalhar, ao longo de 2009, as questões do consumo nas suas várias vertentes (económica, social e ecológica), e tem como principais estudos de caso a Universidade Lusíada de Lisboa, a Câmara Municipal de Loures, e a AMI - Assistência Médica Internacional.


No portal www.consumosustentavel.org pode ser consultada toda a informação sobre este projecto, nomeadamente os Boletins que são publicados mensalmente, dedicados a variados temas no âmbito do consumo responsável.

A Semana do Consumo Responsável será constituída por diversas iniciativas (ver tabela) que visam contribuir, de forma concertada, para a mudança dos padrões de consumo da sociedade portuguesa e, desta forma, para um desenvolvimento sustentável global.


PROGRAMA
23.11.2009
ISU+QUERCUS+CG 1. Documentários
2. Feira de informação consumo responsável
3. Exposição de temas aliados ao CR
4. 1 acção de formação- RNCR (1h30)
5. Participação das Aldeias do Xisto
Universidade Lusíada
26.11.2009 LNEG Seminário Consumo Sustentável e Alterações Climáticas LNEG - Campus Alfragide
27.11.2009 CG Seminário Territórios Sustentáveis Goethe Institut
28.11.2009 CG Seminário Territórios Sustentáveis Goethe Institut
A ENTRADA É LIVRE
Para mais informações:
Inês Cardoso (Coordenadora do Projecto); Carla Félix Silva / 91 840 14 03
info@consumosustentavel.org

www.consumosustentavel.org / www.coresdoglobo.org

Guerra à papelada! - ou seja, saber dizer...







...É fazer o que creio ser uma boa sugestão... (...para não dizer um IMPERATIVO DE CIDADANIA CONSCIENTE):

Afixar o dístico “PUBLICIDADE AQUI NÃO” na caixa do correio!


A QUEM AINDA NÃO AFIXOU, SUGIRO A SEGUINTE EXPERIÊNCIA:

(1) colocar num saquinho toda a publicidade que recebe na caixa de correio (e deitaria fora) ao longo de uma semana;

(2) pesar esse saquinho no fim-de-semana, e multiplicar o resultado por 52 (as 52 semanas do ano), para ter uma estimativa de quanto papel está a consumir sem usar no período de um ano;

(3) se esta experiência for feita nos períodos de marketing mais agressivo, em Dezembro designadamente, os resultados serão “estrondosos”…!


A QUEM NÃO SE IMPRESSIONA COM RESULTADOS DE PESAGENS, FAÇO UMA PEQUENA OBSERVAÇÃO: Os custos com publicidade, em particular com a que ninguém lê, têm forçosamente o efeito de encarecer os produtos, ou seja, quem acaba por pagar o desperdício de papel (de várias formas) é o consumidor – …se recebe (passivamente) a publicidade, está a “consumi-la” para todos os efeitos…



Os autocolantes amarelos “PUBLICIDADE AQUI NÃO” para colocação nas caixas do correio deixaram de ser distribuidos nas estações dos CTT. Actualmente, são apenas fornecidos pelo organismo que os edita, a DIRECÇÃO-GERAL DO CONSUMIDOR, sita na Praça Duque de Saldanha, nº 31, em Lisboa… ou seja, para quem vive e/ou trabalha em Lisboa, basta atravessar a passadeira em frente da porta dos cinemas do edifício Monumental… (Logo à entrada do prédio da D.G.C., na portaria, são entregues pequenas quantidades do autocolante, a quem as solicitar.)
















Como alternativa a essa deslocação, e uma vez que NÃO recomendo uma maçadora visita ao Portal do Consumidor (http://www.consumidor.pt/), restam quatro hipóteses, bem mais expeditas (pelo menos as 3 primeiras…):

(a) Enviar e-mail pedindo o envio gratuito por correio convencional (não esquecer de indicar o endereço postal!), para qualquer parte do país, de alguns autocolantes (meia-dúzia...), para a Direcção de Serviços de Comunicação ao Consumidor, que pertence à Direcção-Geral do Consumidor, por exemplo para o seguinte endereço electrónico:
joao.homem@dg.consumidor.pt

(b) Imprimir e afixar o dito autocolante (que fica aqui disponível em formato digital) – ESTA É A MELHOR OPÇÃO!;

(c) Escrever num papelinho, manualmente ou não, as TRÊS PALAVRAS QUE TÊM FORÇA DE LEI, relativamente à expressão da vontade de não receber publicidade não endereçada, “PUBLICIDADE AQUI NÃO”, e colá-lo… Não é o “autocolante oficial” que a Lei nº 6/99 impõe que seja respeitado, mas sim a vontade livre do cidadão, expressa clara e legitimamente!

(d) Caso se vejam perante a sistemática vandalização do autocolante/dístico (em particular pelos distribuidores de publicidade), sugiro que sejam as “vítimas” a vandalizarem as suas próprias caixas de correio, utilizando uma variada gama de estratégias de “bricolage” (eis um bom eco-desafio!): podem desaparafusar a tampa da caixa de correio e experimentar os vossos dotes de pirogravura ou entalhe na madeira (LOL) ou recorrer a um serralheiro caso seja metálica (LOL), podem aparafusar com jeitinho uma placa de vidro previamente perfurada sobre o autocolante, podem pincelar várias demãos de verniz ou cola sobre o autocolante – esta é mais prática…, etc. :-) --- Agradeço, desde já, a quem deixar comentários com outras sugestões e estratégias!


… POR ESTAS E POR OUTRAS, TERMINO FAZENDO UMA SUGESTÃO QUE ME PARECE MESMO A MELHOR DE TODAS: SENSIBILIZAR OS VIZINHOS A…


COLOCAR O DÍSTICO “PUBLICIDADE AQUI NÃO”, AMPLIADO, NA PORTA DO PRÉDIO!
(eficazmente colado no vidro, do lado de dentro, se tal for possível, ...ou junto dos botões das campainhas, com alguma forma de "blindagem" associada…)

REIVINDIQUEM ESTA DELIBERAÇÃO NAS REUNIÕES DE CONDOMÍNIO, SE FOR ESSE O CASO!

ESTA DECISÃO DEVE INCLUIR UM ACORDO EM NÃO PERMITIR O ACESSO AO INTERIOR DO PRÉDIO (nos casos em que as caixas de correio são interiores) AOS DISTRIBUIDORES DE PUBLICIDADE (com o respectivo “despejo” de um volume desproporcionado de papel algures…) e, neste ponto particular, têm relevo as questões de segurança pois, em muitos prédios, basta tocar a todas as campainhas dizendo “Publicidade!” no intercomunicador, e logo a porta é aberta por alguém… --- Sugiro uma RESPOSTA-STANDARD pelo intercomunicador: "Desculpe não abrir, mas EU NÃO RECEBO PUBLICIDADE..." (os vizinhos também ouvirão esta resposta, se atenderem ao toque - é uma acção de sensibilização indirecta... LOL)

NÃO BAIXEMOS OS BRAÇOS PERANTE O ESCANDALOSO DESPERDÍCIO DE MUITÍSSIMAS TONELADAS SEMANAIS DE PAPEL, EM PARTICULAR NOS GRANDES CENTROS URBANOS!!!

A “INDISPONIBILIDADE” DO AUTOCOLANTE NAS ESTAÇÕES DE CORREIOS, NÃO SENDO INOCENTE, JÁ NÃO É DESCULPA… VAMOS NÓS, CIDADÃOS, DISTRIBUI-LO EM FORMATO DIGITAL, IMPRIMI-LO E OFERECÊ-LO…! (ah... e colá-lo no vidro do carro, do lado de dentro, na área das escovas do limpa-pára-brisas... sim, porque a "perseguição" assume outras modalidades...)


COMEÇANDO POR NÓS MESMOS, VAMOS FAZER TODA A DIFERENÇA.


Saudações ecológicas!




quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Energia...

Tendo em conta que um ecran escuro poupa 20% da energia despendida, escureceu-se o blog!
Espero que gostem.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O que aprendi com a Demarche de l'aprés croissance (caminhada pelo decrescimento na Belgica)


Que a minha vida nunca mais será a mesma.

Que somos muitos a dar um sentido verdadeiro à nossa existência.

Que o regresso a uma vida simples respeitosa pelo nosso planeta é o meu único horizonte.

Que estou contente de ter tido a oportunidade de encontrar pessoas com quem me preocupar com o nosso futuro e o dos nossos filhos e netos.

Que existem pessoas, eu encontrei-as, que vivem o decrescimento no seu estilo de vida, no seu habitat, na sua orientação profissional.

Que esta procura de uma outra forma de vida torna as pessoas bem mais solidárias, mesmo que o individualismo da nossa cultura capitalista ainda nos aprisione.

Que os serões a dançar, cantar e a rir, à espera para celebrar a aurora, são dos momentos mais inesquecíveis da minha vida.

Que o meu País é belo quando o atravesso a caminhar ao ritmo dos burros.

Que um relógio é bem inútil quando é o sol que regula o andamento do dia.

Que me pus demasiadas questões sobre as escolhas e novas orientações a dar à minha vida.

Que a comunicação não é sempre simples, é, por vezes tão difícil quantas as experiencias de vida, as expectativas e os desejos são diferentes.

Que os conflitos são os melhores trampolins para nos conhecermos uns aos outros e para avançar.

Que agora é tempo de deixar a Demarche por outros encontros e outras aventuras.

Bruno Goffart

domingo, 8 de novembro de 2009

A caminho da simplicidade voluntária (parte II)


Serge Mongeau

A simplicidade voluntária

A expressão "simplicidade voluntária" foi popularizada nos Estados Unidos por Duane Elgin no seu livro publicado em 1981 Volontary Simplicity; Elgin atribuia a paternidade do conceito a Richard Gregg, um adepto de Gandhi que havia escrito em 1936 um artigo com esse título. Da minha parte, escrevi uma primeira versão de La simplicité volontaire em 1985, no âmbito de uma colecção de livros sobre saúde; a minha reflexão sobre a saúde tinha-me levado à conclusão que nos países industrializados, a maior parte dos nossos problemas de saúde são derivados do sobre-consumo e que a nossa busca de saúde nos devia levar a um estilo de vida mais sóbrio, claramente contra a corrente. Dizia: " A simplicidade não é a pobreza, é um despojar que nos deixa mais espaço para o espírito, para a consciência. É um estado de espírito que nos convida a apreciar, a saborear, a procurar a qualidade, é uma renúncia aos artefactos que pesam, incomodam e impedem de ir até ao fim das possibilidades". Voltei a escrever o meu livro numa reedição aumentada em 1998, desta vez insistindo nos efeitos sociais e ecológicos do nosso consumo excessivo: "Hoje em dia, dou-me conta que a via da simplicidade voluntária não constitui simplesmente o melhor caminho para a saúde, mas é sem dúvida a única esperança para o futuro da humanidade".

A via da simplicidade voluntária abre-se por um caminho pessoal de introspecção: trata-se de cada um descobrir quem é e identificar as respostas às suas verdadeiras necessidades, e quando falo de necessidades penso para além das necessidades físicas de base, nas necessidades sociais, afectivas e espirituais. O que é que me vai preencher plenamente em todas as minhas dimensões e capacidades? No nosso mundo de abundância, isto significa que temos de escolher; não ir mais na corrente da moda, da publicidade ou do olhar os outros, mas sim em função das necessidades autênticas. Por definição escolher significa agarrar qualquer coisa e deixar de lado outras coisas. Quando se começa a escolher consome-se menos, e por isso precisamos menos dinheiro para viver. Podemos então trabalhar menos e com o tempo ganho podemos fazer tudo o resto que é essencial à nossa plenitude: reflectir, falar com os que nos estão próximos, manifestar a nossa compaixão, amarmo-nos, brincar... E também responder por nós proprios as necessidades que pesam mais e mais pelas compras, que nos tornam cada vez mais dependentes. De facto é ai que está a dimensão essencial da simplicidade voluntária: reencontrar o tempo, que dá asas à consciência.

Agarrar tempo para viver é agarrar tempo para pensar, é parar o tempo, é aproveitar o momento presente. Quando se vive a correr, no stress, não se sente o tempo a passar, deixamo-nos arrastar, deixamo-nos levar pelas circunstâncias e pela vontade dos outros. Reencontrar o tempo é tomar posse da nossa vida, o que permite libertar-se verdadeiramente, ir para além da informação superficial, contra a corrente, se necessário. Moldar a sua vida, vivê-la como se quer. Empenhar-se também. É minha convicção profunda que quando se reflecte, quando nos informamos e que abrimos os olhos, não se pode mais aceitar o que se passa no mundo e tenta-se muda-lo. A simplicidade voluntária dá-nos pano para mangas, no nosso mundo baseado no consumismo, é uma recusa ao consumo cego, é o caminho para um consumo consciente, responsável, social. É uma recusa do sistema capitalista que está a dar cabo do planeta.

É um caminho difícil hoje em dia, pois vivemos num mundo minado, carregado de armadilhas que procuram explorar-nos para o seu proveito próprio:
- aproveitando-se das nossas capacidades e explorando-nos pelo lucro, no mundo do trabalho da maioria;
- manipulando-nos para que legue-mos o poder nas suas mãos: o mundo politico;
- quando nos prometerem todo o género de benefícios para que compremos os seus produtos ou serviços, com o que enriquecerão os seus bolsos.

A maior parte de nós cai nas armadilhas e perdemos o controle sobre as nossas vidas. A simplicidade voluntária aparece-nos como um instrumento essencial para se libertar. Vão-me dizer: sim, mas é um caminho individual e mesmo egoísta. Individual de certa maneira, mas não individualista, pois a via de saída, mesmo que faça parte de um processo pessoal, conduz muito rapidamente ao colectivo: não conseguimos libertar-nos sozinhos. Somos seres sociais e não conseguimos remar contra a maré em permanência. Precisamos da aceitação dos outros, é essencialmente o que dá sentido à nossa vida. Para viver aceitavelmente temos necessidade de serviços colectivos adequados: de cidades mais conviviais, transportes públicos acessíveis e eficazes, de todo o género de serviços públicos... Para a nossa sobrevivência neste planeta, precisamos de empreender acções colectivas significativas. Para mim adoptar a simplicidade voluntária não é retirar-se do mundo, saltar fora do barco para gozar egoisticamente a vida. Sim, existe uma dimensão de busca de prazer na simplicidade voluntária, mas a longo prazo a nossa vida não pode ser projectada separadamente da evolução do mundo. Eu não quero fazer a minha vidinha sozinho e que tudo o resto se derreta aos meus pés: a poluição, o efeito de estufa, a violência... Vêm ter comigo onde quer que eu esteja.

Serge Mongeau
Vers la simplicité volontaire, original acessivel em http://www.decroissance.org/index.php?chemin=textes/mongeau

sábado, 31 de outubro de 2009

Entrevista a Serge Latouche


Uma entrevista a Serge Latouche, um dos grandes ideologos do decrescimento, onde ele apresenta os conceitos base do decrescimento.
Com legendas em castelhano.

Parte 1
Parte 2

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Story of stuff



Foi-me proposto que divulgasse este pequeno video.
É bastante interessante, sobretudo para quem está a dar os primeiros passos nestas coisas. Vale a pena!

http://www.storyofstuff.com/

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Na radio...

Ontem participei no programa da TSF "Mais cedo ou mais tarde".
Só agora cheguei a casa e deparei-me com muitos ecos da entrevista.
Fico contente com tanto carinho e aceitação destas ideias, Obrigada!
Para quem não teve oportunidade de ouvir em directo, aqui fica o link onde se pode ouvir a dita entrevista,
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1401850